afinal não era amor
seria mais terno
infinito e eterno
se fosse amor
talvez
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Consumidos
Funcionários descartáveis
Supérfluos, intercambiáveis
Substituíveis por sistemas
Só continuam empregados
Por salários trocados
Pelas horas trabalhadas
Para adquirir os produtos
Produzidos nas corporações
Que com suas ações louváveis
Empregam milhões de pessoas
Que pagam os preços
Com seus baixos salários
Já embutidos
Na margem
De lucro bruto
Com as horas de serviço
Trocadas por mercadorias
Igualmente supérfluas
Escambo de vida por consumo
Antropofagia estéril
Em negócio atrativo
Socialmente responsável
Conscientemente sustentado
As corporações agradecem
Pelos excedentes
Que crescem e enriquecem
Seus dirigentes e presidentes
Aumentando as externalidades
E há sempre quem compre
Mais e mais produtos
Que logo viram lixo
Quase sempre não reciclado
Mas o planeta impassível
Absorve os dejetos, se adapta
Enquanto a humanidade
Insanamente humana
Consome a si mesma
Pouco a pouco
Até a extinção
Supérfluos, intercambiáveis
Substituíveis por sistemas
Só continuam empregados
Por salários trocados
Pelas horas trabalhadas
Para adquirir os produtos
Produzidos nas corporações
Que com suas ações louváveis
Empregam milhões de pessoas
Que pagam os preços
Com seus baixos salários
Já embutidos
Na margem
De lucro bruto
Com as horas de serviço
Trocadas por mercadorias
Igualmente supérfluas
Escambo de vida por consumo
Antropofagia estéril
Em negócio atrativo
Socialmente responsável
Conscientemente sustentado
As corporações agradecem
Pelos excedentes
Que crescem e enriquecem
Seus dirigentes e presidentes
Aumentando as externalidades
E há sempre quem compre
Mais e mais produtos
Que logo viram lixo
Quase sempre não reciclado
Mas o planeta impassível
Absorve os dejetos, se adapta
Enquanto a humanidade
Insanamente humana
Consome a si mesma
Pouco a pouco
Até a extinção
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
A tua ação
Corpos
Pulsantes
Entregues
Sem trégua
Na travessia
Do caminho
Invisível
De estar pronto
Todo dia
Dia a dia
Solidão revelada
Coletiva, inventiva
Pernas fincadas
Olhares focados
Nas mil faces
De um a um
Por si e só
Unidos
Na loucura
De ser e estar
Na jornada
Sem fim
A hora é aqui
No espaço
De agora
Pulsa a ação
A tua
Ação
De cada um
Em todos nós
Pulsantes
Entregues
Sem trégua
Na travessia
Do caminho
Invisível
De estar pronto
Todo dia
Dia a dia
Solidão revelada
Coletiva, inventiva
Pernas fincadas
Olhares focados
Nas mil faces
De um a um
Por si e só
Unidos
Na loucura
De ser e estar
Na jornada
Sem fim
A hora é aqui
No espaço
De agora
Pulsa a ação
A tua
Ação
De cada um
Em todos nós
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Diversidade
Hoje à noite há uma festa
Pode ser São Paulo, Paris ou Nova Iorque
Música, comida, vinhos, objetos, pessoas
No aparelho de som, uma salsa
Na sala de visita, nenhum caribenho
Na mesa de jantar, frango tandoori
Na sala de visita, nenhum indiano
Na escrivaninha, uma escultura nigeriana
Na sala de visita, nenhum africano
Nas paredes, pinturas primitivas
Na sala de visita, nenhum indígena
Na TV de plasma, filme de Kiarostami
Na sala de visita, nenhum iraniano
Nos corpos, grifes fabricadas em Jacarta
Na sala de visita, nenhum indonésio
Na sala de visita todos são cultos,
poliglotas, progressistas, cosmopolitas,
irreverentes, inteligentes, sofisticados,
influentes, afluentes, libertários, originais
Na sala de visita todos são despojadamente iguais
Falta
Longe do perto
A espera de ontem
Na ausência de hoje
Relembrando amanhã
Distante de agora
A procura da hora
Demora...
A espera de ontem
Na ausência de hoje
Relembrando amanhã
Distante de agora
A procura da hora
Demora...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Cidades visíveis
Carnes
Descartáveis
Cérebros
Inviáveis
Ossos
Dissolventes
Nervos
Impotentes
Resíduos
Inválidos
Destroços
Rasgados
Refugos
Refugiados
Restos
Humanos
Urbanos
Mapa dilatado, 2010: por Luciana Felippe
Descartáveis
Cérebros
Inviáveis
Ossos
Dissolventes
Nervos
Impotentes
Resíduos
Inválidos
Destroços
Rasgados
Refugos
Refugiados
Restos
Humanos
Urbanos
Mapa dilatado, 2010: por Luciana Felippe
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Desaceleração
Sem tempo, o tempo dispara
Apressado, o tempo separa
Depois traz de volta, repara
E de tão lento, o tempo para
Ao mesmo tempo, desampara
Mas com o tempo, o tempo sara...
Apressado, o tempo separa
Depois traz de volta, repara
E de tão lento, o tempo para
Ao mesmo tempo, desampara
Mas com o tempo, o tempo sara...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Terços do dia
Primeiro terço
Dia nasce
Ruido
Correria
Dia morre
Todo dia
Chega tarde
Alivia
Silencia
Amores
Possíveis
Passam
Segundo terço
No quarto
Só
Livros
Roupas
Folhas
Amassadas
Restos
Poeira
Poetas
Filósofos
Matemáticos
Letras
Números
A noite para
Amores
Impossíveis
Escapam
Terceiro terço
Noite vai
Lenta
Insônia
Do mundo
Devaneio
Sem fim
Arde a dor
Nos olhos
Sem dor
Sem nada
Madrugada
Em tudo
Criado mudo
Desordenado
Sonâmbulo
No instante
Nasce o dia
Mais um dia
Amores
Invisíveis
Desaparecem
Primeiro terço
O sol
Aquece
Os ossos
Enternece
Os corpos
Que se vão
Inacabados
Mais um terço
Dia nasce
Ruido
Correria
Dia morre
Todo dia
Chega tarde
Alivia
Silencia
Amores
Possíveis
Passam
Segundo terço
No quarto
Só
Livros
Roupas
Folhas
Amassadas
Restos
Poeira
Poetas
Filósofos
Matemáticos
Letras
Números
A noite para
Amores
Impossíveis
Escapam
Terceiro terço
Noite vai
Lenta
Insônia
Do mundo
Devaneio
Sem fim
Arde a dor
Nos olhos
Sem dor
Sem nada
Madrugada
Em tudo
Criado mudo
Desordenado
Sonâmbulo
No instante
Nasce o dia
Mais um dia
Amores
Invisíveis
Desaparecem
Primeiro terço
O sol
Aquece
Os ossos
Enternece
Os corpos
Que se vão
Inacabados
Mais um terço
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Redemoinho
Amor é desespero que dá desejo
Desejo é destempero que dá alento
Paixão é desalento que dá tormento
Ciúme é tormento que faz errante
Proximidade é erro que faz ausente
Ausência é desterro que faz silêncio
Desejo é destempero que dá alento
Paixão é desalento que dá tormento
Ciúme é tormento que faz errante
Proximidade é erro que faz ausente
Ausência é desterro que faz silêncio
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Existir
Breve intervalo
Num estalo
Dois pontos
No tempo
Um vento
Duração frágil
Indeterminação
Espera
Quimera
Execução finita
Aflita
Dias
Atrasados
Cansados
Anos
Velozes
Algozes
Décadas
Instantâneas
Coletâneas
Lugares
Cotidianos
Humanos
Envelhecimento
Quase lento
Desatento
Vai e voa
Nesse vácuo
Inesperado
De tão esperado
Desespera
Despreparado
Destempera
Nesse lugar
Desconhecido
De tão inimaginado
Assusta
Relutante
Refuta
Nesse instante
Incompreensível
De tão breve
Desaba
Desarmado
Acaba
Começa
O sono
Sem fim
Resta só
O silêncio
Enfim
Num estalo
Dois pontos
No tempo
Um vento
Duração frágil
Indeterminação
Espera
Quimera
Execução finita
Aflita
Dias
Atrasados
Cansados
Anos
Velozes
Algozes
Décadas
Instantâneas
Coletâneas
Lugares
Cotidianos
Humanos
Envelhecimento
Quase lento
Desatento
Vai e voa
Nesse vácuo
Inesperado
De tão esperado
Desespera
Despreparado
Destempera
Nesse lugar
Desconhecido
De tão inimaginado
Assusta
Relutante
Refuta
Nesse instante
Incompreensível
De tão breve
Desaba
Desarmado
Acaba
Começa
O sono
Sem fim
Resta só
O silêncio
Enfim
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Síntese
Um só
Por si
Sem ter
Nem ser
Só estar
Em si
Um sol
Só lá
Em mim
Sem ser
De alguém
A não ser
De ninguém
Por si
Sem ter
Nem ser
Só estar
Em si
Um sol
Só lá
Em mim
Sem ser
De alguém
A não ser
De ninguém
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Auto-retrato
Lógico
Preciso
Conciso
MatemáticoPreciso
Conciso
Esquemático
Cético
Econômico
Monossilábico
Sequencial
Social
Estruturado
Equilibrado
Civilizado
Desapaixonado
Apolíneo
Retilíneo
Sou tudo isso
Sou tanto isso
E nada disso
O contrário disso
Contraditório
Insatisfatório
Desajustado
Introvertido
Quase selvagem
sábado, 15 de agosto de 2009
Assimetria
O outro
Afasta
Sem mãos
Não toca
Adia a urgência
Pede o sono
Invoca o amor
Protela
O sono
Alivia
Mas não sacia
Engana
Com imagem profana
Em sonho impreciso
Pede o outro
Invoca o desejo
Espera
Afasta
Sem mãos
Não toca
Adia a urgência
Pede o sono
Invoca o amor
Protela
O sono
Alivia
Mas não sacia
Engana
Com imagem profana
Em sonho impreciso
Pede o outro
Invoca o desejo
Espera
domingo, 12 de abril de 2009
Encenador
Em cena aberta
o ator
encena a dor
física
não teme o desejo
arrisca
um ato de risco
êxtase final
marginal
brutal
a faca fere fundo
enquanto o corpo
luta
o sangue escorre
no chão gelado
escuta
em silêncio
dirige a morte
canta o trágico
de mãos atadas
tantas facadas,
no último suspiro
não espera e
bonito que era
expia o bode
expira...
e inspira,
nunca morre.
o ator
encena a dor
física
não teme o desejo
arrisca
um ato de risco
êxtase final
marginal
brutal
a faca fere fundo
enquanto o corpo
luta
o sangue escorre
no chão gelado
escuta
em silêncio
dirige a morte
canta o trágico
de mãos atadas
tantas facadas,
no último suspiro
não espera e
bonito que era
expia o bode
expira...
e inspira,
nunca morre.
Crescimento
sexta-feira, 10 de abril de 2009
ordem e progresso
Assinar:
Postagens (Atom)





